Ontem achei uns textos e poemas que escrevi a um tempo atras. Vou postar um aqui.
Incrível a capacidade dos sentimentos de nos confundir. Podemos compará-los a crianças sapecas, sem um adulto para repreendê-los.
Os sentimentos podem surgir inesperadamente ou num momento não apropriado, como uma flor que desabrocha no outono e seca na primavera. Podemos utilizar a mesma metáfora para ilustrar quando um sentimento some quando as coisas pareciam estar boas (ou assim pensávamos). Observando a primeira parte da metáfora por um outro ângulo, podemos ilustrar aqueles sentimentos que desabrocham em meio da morte, uma flor em meio a espinhos. Sentimentos são assim, descritos por meio de metáforas, todos se parecendo e se opondo.
São tantos os sentimentos... A alegria, que suaviza as dores da vida; o ódio, que movimenta exércitos; a felicidade, tão buscada em formas complexas, mas que aparece nas coisas mais singelas. Todos tão travessos, mas o mais travesso de todos é o amor. Ele é capaz de provocar milhões de sorrisos e, ao mesmo tempo, litros de lágrimas. É capaz de criar grandes contos e fábulas, com seus finais felizes, e grandiosas tragédias, com suas mortes e lágrimas finais. É capaz de iludir, criando estórias sem enredo, que começam com a leveza e vão direto para a morte, pelo simples fato de acharmos que haveria um enredo. O amor é tão complexo e simples que é ilustrado pelos Imortais com palavras difíceis e demonstrado com singeleza por mães e amigos.
Mas quem sou eu para falar de sentimentos, de amor? Não passo de uma cabeça confusa e um coração magoado. Escrevo palavras presas em um papel, que fazem o mesmo sentido que se estivessem flutuando no espaço. Aliás, flutuar no espaço deve ser bom. Talvez lá o preço que pago por sentir não doa tanto.

É por isso q eu tenho a capacidade de não ter sentimentos...
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