Um tempo atras teve um show de mimica na escola que eu estudo. Um show realmente muito bom, que alem de proporcionar muitas risadas nos fez refletir sobre muitas coisas. O mimico era todo alegre, solto e confiante, e no final da apresentação ele revelou que tinha uns 50 anos. Fiquei pasma, e quase não acreditei.
Então comecei a refletir: que coisa linda essa, uma pessoa que vive da arte e quando essa se manifesta nele, ele rejuvenesce. E é exatamente para isso que a arte serve, ela coloca aos nossos olhos a alma da pessoa, independente da cor, idade, sexo ou qualquer outra coisa relacionada ao corpo. A arte não se contenta em estar presa a conceitos pré-fabricados, e voa livre quando a alma da pessoa tambem é livre. Assim temos encontros singelos e profundos entre uma, duas, várias almas diferentes, mas parecidas.
Mas acho que a arte não se manifesta somente nas conhecidas "grandes artes" como música, literatura, dança, cinema, entre outras. Ela se manifesta no saber dar um abraço apertado, em um sorriso encantador, em uma conversa reconfortante, e em inumeros outros gestos considerados pequenos. Assim sendo, somos todos artistas, cada um com seu encanto e personalidade, até os que se autodenominam "sem talentos", pois admitir as limitações tambem é uma arte.
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Os Insetos Interiores
Ainda na onda do ultimo post, vou colocar aqui uma música (na verdade, é um poema) que eu gosto muito, do O Teatro Mágico.
Os Insetos Interiores
Composição: Fernando Anitelli
Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.
Os Insetos Interiores
Composição: Fernando Anitelli
Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.
Por que criar um Blog?
Cada vez mais as pessoas vão em busca da tão sonhada fama por meio da web. Afinal, é mais barato e menos cansativo do que ficar tentando entrar para a midia televisiva. E são inumeros os recursos usados para isso, como o twitter, orkut, vlogs e blogs. Mas qual a consequencia disso tudo?
A perda de identidade. Essas pessoas falam e fazem só o que os outros querem ouvir, sem se preocupar com os seus proprios conceitos. Isso quando a pessoa tem os seus conceitos, porque é muito comum ela simplesmente absorver tudo o que está em alta, sem nem pensar no assunto. Por isso pessoas com identidade própria são polêmicas, elas vão contra essa onda de imitação e mostram para o mundo as suas próprias idéias, que por sua vez, são copiadas por gente que tem preguiça de pensar.
Mas vamos voltar ao assunto do título (não gosto de colocar titulo nos meus textos por isso, me sinto presa). Eu particularmente criei um blog para ter um lugar onde colocar as minhas idéias, meus pensamentos, meus sonhos e tudo mais o que sair da minha mente com probleminha. Então, a partir de agora, todas as luzinhas que eu tiver vou postar aqui, independente dos assuntos que estiverem na midia.
E para terminar esse post, vou colocar um poema que fiz a um tempo atras, falando sobre essas natureza copiadora do homem. Ah, e ele não tem titulo, pra variar.
A perda de identidade. Essas pessoas falam e fazem só o que os outros querem ouvir, sem se preocupar com os seus proprios conceitos. Isso quando a pessoa tem os seus conceitos, porque é muito comum ela simplesmente absorver tudo o que está em alta, sem nem pensar no assunto. Por isso pessoas com identidade própria são polêmicas, elas vão contra essa onda de imitação e mostram para o mundo as suas próprias idéias, que por sua vez, são copiadas por gente que tem preguiça de pensar.
Mas vamos voltar ao assunto do título (não gosto de colocar titulo nos meus textos por isso, me sinto presa). Eu particularmente criei um blog para ter um lugar onde colocar as minhas idéias, meus pensamentos, meus sonhos e tudo mais o que sair da minha mente com probleminha. Então, a partir de agora, todas as luzinhas que eu tiver vou postar aqui, independente dos assuntos que estiverem na midia.
E para terminar esse post, vou colocar um poema que fiz a um tempo atras, falando sobre essas natureza copiadora do homem. Ah, e ele não tem titulo, pra variar.
Homens sempre tão superiores
Com suas tecnologias, conceitos
Não passam de robôs mal feitos
Escravos dos próprios medos.
Estão presos em seus instintos, que tentam maquiar,
Em suas respostas prontas, hipócritas.
Clones de um modelo de perfeição imperfeito
Um mundo de modinhas, futilidades.
Quando vêem alguém de personalidade própria
Classificam como estranho, louco.
Loucura é vendar os olhos, a mente
Com uma venda de falsa liberdade, comodidade.
Com suas tecnologias, conceitos
Não passam de robôs mal feitos
Escravos dos próprios medos.
Estão presos em seus instintos, que tentam maquiar,
Em suas respostas prontas, hipócritas.
Clones de um modelo de perfeição imperfeito
Um mundo de modinhas, futilidades.
Quando vêem alguém de personalidade própria
Classificam como estranho, louco.
Loucura é vendar os olhos, a mente
Com uma venda de falsa liberdade, comodidade.
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