quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Poemas

Vou postar aqui dois poemas que eu fiz. O primeiro escrevi ano passado, e era uma tarefa de artes na qual eu tinha que desenhar uma letra e escrever um poema que todos os versos começassem com ela. Como minha letra era meio feia na época (agora ela é totalmente diferente :B) vou escrever o poema embaixo da imagem. O segundo poema escrevi numa madrugada a um tempo atrás.

Tempo conspirando,
Trabalhando contra, a favor de
Tudo e
Todos.
Tira do espaço as pessoas e coisas,
Traz novos sentimentos e reações.
Tarde, cedo, no fim ou início, é
Tudo desculpa e ilusão para
Termos preocupações sem sentido.
Tiremos esse desejo mórbido por dinheiro de
Todos os corações e sobrará uma
Trama de singeleza e felicidade.
Tudo sonho, onde o
Tempo é sinonimo de
Traquilidade e não retardamento de felicidade.


Segundo poema:


Eis algo mágico
Adubo para sonhos.
Eis algo trágico
Motivo para tombos.

O que mais poderia ser
Além do poderoso tempo?
Que muda o estar e o ver
E o teu pensamento

Tu pensas possuir estabilidade
Amigos, segredos e bens
No porvir, só fragilidade
A real condição que tu tens.

A ampulheta gira
E verde o azul vira
O que os passos mais além
Reservam para sentimentos e bens?

Mistério.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nada muito util para a tua vida

Faz um tempinho que eu não escrevo nada, então resolvi só dar uma passadinha aqui. Estou meio sem criatividade pra escrever ultimamente. O que é meio estranho, pois agora estou entrando de férias.
É um tanto estranho, hoje foi o ultimo dia que eu fui pra escola esse ano. Então eu fiquei pensando. É meu ultimo dia de aula no qual eu sei que vou voltar pra escola ano que vem. Terminei o segundo ano, agora vou para os ultimos momentos de Ensino Médio. E eu realmente não sei o que pensar. É uma vida toda naquela escola (dese a 5ª série), e depois começa uma etapa completamente nova. Faculdade, emprego, novos costumes, amigos, quem sabe nova cidade.

Nós jovens damos tanta importância para coisas tão inúteis. Ficamos revoltados quando os pais dizem não, ou quando perdemos o fim de semana fazendo um trabalho, como se a vida dependesse daquela festa que vamos perder. De certa forma isso ta certo, não devemos confiar no amanhã. Mas a vida está apenas começando, e eu vejo inumeros caminhos se abrindo para mim, e se depender de mim os sonhos vão continuar vivos com o passar do tempo.

Tempo, que alias, voa em uma velocidade incrivel. Em um piscar de olhos eu sai das brincadeiras de crianças para crises de adolescente, e em outro piscar de olhos eu vou passar para as responsabilidades de adultos. Mas ser adulto não implica matar as brincadeiras de crianças, que ao meu ver são imprescindiveis.

Ficou meio vago, mas eu realmente fico meio nostalgica em época de final de ano. Em breve eu arranjo um tema mais legal :}

sábado, 20 de novembro de 2010

Depois dos 15 menina vira mulher

Bom, hoje vou sair um pouco do meu lado revoltado e falar sobre um assunto importante para as meninas. O aniversário de 15 anos, o baile de debutante e toda uma tradição. O titulo deste post é um trecho da música "Paulinha", do cantor Armandinho.
Mas eu estava pensando, por que todo esse auê em torno de um aniversario? Realmente não muda coisa nenhuma se a menina tem 14 anos e 11 meses ou se a menina tem 15 anos. E sobre a historia de virar mulher... mentira, pois virar mulher vai muito alem da idade que você tem. E eu acho que não se "vira" mulher, você se torna mulher ao longo de uma caminhada, pelas tuas atitudes e principalmente pela maneira que você pensa.

Eu não me acho mulher, pois sei que ainda há muito o que aprender. Acabei de fazer 16 anos, e essa idade sim muda alguma coisa. Pelo menos agora posso votar ou arranjar um emprego. Nos EUA ja se pode dirigir com essa idade, e lá o baile de debutantes é no aniversario de 16.

Não vou discutir aqui que idades mudam alguma coisa, pq só muda em termos legais. O que importa é a maturidade da pessoa. As meninas se preocupam muito com a aparencia ou com a idade, e se esquecem de crescer mentalmente. Mas acho que isso acontece entre os meninos tambem.

Não sei se consegui passar o que eu penso, mas tanto faz. A verdade é que eu ainda sou uma adolescente cheia de duvidas e sonhos para o futuro. Sempre gostei de usar vestido, mas geralmente uso camiseta e jeans sem me preucupar muito. Mas todo mundo repara quando eu me arrumo melhor, coloco um vestido e um saltinho. Talvez seja por isso que eu tenha decidido falar um pouco sobre coisas assim. Percebi que gosto de me arrumar, e que estou deixando um pouco os tenis de lado.
Não importa ter 15, 16, 18, 21... nós mudamos constantemente, e não é a idade do teu corpo que vai determinar isso.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Desabafos da Madrugada

Ontem achei uns textos e poemas que escrevi a um tempo atras. Vou postar um aqui.


Incrível a capacidade dos sentimentos de nos confundir. Podemos compará-los a crianças sapecas, sem um adulto para repreendê-los.
Os sentimentos podem surgir inesperadamente ou num momento não apropriado, como uma flor que desabrocha no outono e seca na primavera. Podemos utilizar a mesma metáfora para ilustrar quando um sentimento some quando as coisas pareciam estar boas (ou assim pensávamos). Observando a primeira parte da metáfora por um outro ângulo, podemos ilustrar aqueles sentimentos que desabrocham em meio da morte, uma flor em meio a espinhos. Sentimentos são assim, descritos por meio de metáforas, todos se parecendo e se opondo.
São tantos os sentimentos... A alegria, que suaviza as dores da vida; o ódio, que movimenta exércitos; a felicidade, tão buscada em formas complexas, mas que aparece nas coisas mais singelas. Todos tão travessos, mas o mais travesso de todos é o amor. Ele é capaz de provocar milhões de sorrisos e, ao mesmo tempo, litros de lágrimas. É capaz de criar grandes contos e fábulas, com seus finais felizes, e grandiosas tragédias, com suas mortes e lágrimas finais. É capaz de iludir, criando estórias sem enredo, que começam com a leveza e vão direto para a morte, pelo simples fato de acharmos que haveria um enredo. O amor é tão complexo e simples que é ilustrado pelos Imortais com palavras difíceis e demonstrado com singeleza por mães e amigos.
Mas quem sou eu para falar de sentimentos, de amor? Não passo de uma cabeça confusa e um coração magoado. Escrevo palavras presas em um papel, que fazem o mesmo sentido que se estivessem flutuando no espaço. Aliás, flutuar no espaço deve ser bom. Talvez lá o preço que pago por sentir não doa tanto.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Perfeição

Legião Urbana



Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...


Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...


Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...


Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...


Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...


Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E sequestros...


Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...


Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...


Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...


Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...


Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...


Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Via Láctea

 Vou postar aqui um poema que desde a primeira vez que eu o li eu gostei. É do principe do Parnasianismo, Olavo Bilac. O parnasianismo, foi um movimento literario do final do século XIX, que tinha como lema "a arte pela arte".


"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

domingo, 12 de setembro de 2010

A arte não tem hora, local e nem idade.

Um tempo atras teve um show de mimica na escola que eu estudo. Um show realmente muito bom, que alem de proporcionar muitas risadas nos fez refletir sobre muitas coisas. O mimico era todo alegre, solto e confiante, e no final da apresentação ele revelou que tinha uns 50 anos. Fiquei pasma, e quase não acreditei.
Então comecei a refletir: que coisa linda essa, uma pessoa que vive da arte e quando essa se manifesta nele, ele rejuvenesce. E é exatamente para isso que a arte serve, ela coloca aos nossos olhos a alma da pessoa, independente da cor, idade, sexo ou qualquer outra coisa relacionada ao corpo. A arte não se contenta em estar presa a conceitos pré-fabricados, e voa livre quando a alma da pessoa tambem é livre. Assim temos encontros singelos e profundos entre uma, duas, várias almas diferentes, mas parecidas.
Mas acho que a arte não se manifesta somente nas conhecidas "grandes artes" como música, literatura, dança, cinema, entre outras. Ela se manifesta no saber dar um abraço apertado, em um sorriso encantador, em uma conversa reconfortante, e em inumeros outros gestos considerados pequenos. Assim sendo, somos todos artistas, cada um com seu encanto e personalidade, até os que se autodenominam "sem talentos", pois admitir as limitações tambem é uma arte.

sábado, 11 de setembro de 2010

Os Insetos Interiores

Ainda na onda do ultimo post, vou colocar aqui uma música (na verdade, é um poema) que eu gosto muito, do O Teatro Mágico.




Os Insetos Interiores
Composição: Fernando Anitelli


Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.


A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.


Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se


A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.


Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.

Por que criar um Blog?

Cada vez mais as pessoas vão em busca da tão sonhada fama por meio da web. Afinal, é mais barato e menos cansativo do que ficar tentando entrar para a midia televisiva. E são inumeros os recursos usados para isso, como o twitter, orkut, vlogs e blogs. Mas qual a consequencia disso tudo?
A perda de identidade. Essas pessoas falam e fazem só o que os outros querem ouvir, sem se preocupar com os seus proprios conceitos. Isso quando a pessoa tem os seus conceitos, porque é muito comum ela simplesmente absorver tudo o que está em alta, sem nem pensar no assunto. Por isso pessoas com identidade própria são polêmicas, elas vão contra essa onda de imitação e mostram para o mundo as suas próprias idéias, que por sua vez, são copiadas por gente que tem preguiça de pensar.
Mas vamos voltar ao assunto do título (não gosto de colocar titulo nos meus textos por isso, me sinto presa). Eu particularmente criei um blog para ter um lugar onde colocar as minhas idéias, meus pensamentos, meus sonhos e tudo mais o que sair da minha mente com probleminha. Então, a partir de agora, todas as luzinhas que eu tiver vou postar aqui, independente dos assuntos que estiverem na midia.
E para terminar esse post, vou colocar um poema que fiz a um tempo atras, falando sobre essas natureza copiadora do homem. Ah, e ele não tem titulo, pra variar.

Homens sempre tão superiores
Com suas tecnologias, conceitos
Não passam de robôs mal feitos
Escravos dos próprios medos.

Estão presos em seus instintos, que tentam maquiar,
Em suas respostas prontas, hipócritas.
Clones de um modelo de perfeição imperfeito
Um mundo de modinhas, futilidades.

Quando vêem alguém de personalidade própria
Classificam como estranho, louco.
Loucura é vendar os olhos, a mente
Com uma venda de falsa liberdade, comodidade.