quarta-feira, 20 de abril de 2011

"O dia mais feliz da minha vida"

Acabei de chegar de um casamento, no qual a noiva disse "queria agradecer a todos vocês por terem vindo e terem prestigiado o dia mais feliz da minha vida. E a minha vida é o (aqui o nome do noivo) e eu amo muito ele"
Palavras como essas são, para mim, incompreensiveis. Quer dizer, consigo imaginar o que signifique para os outros mas não consigo me ver dizendo coisas assim, ainda. Mas esse não é o ponto.
Casamentos são sempre bonitos (ou tentam ser). "O dia mais feliz" da vida dos noivos, até aquele momento (é bom especificar). A verdade, é que vamos dizer "O dia mais feliz da minha vida" mais de uma vez, o que é realmente bom. Significa que as coisas mudaram, e provavelmente para melhor.
Mas fico pensando: se é realmente o dia mais feliz, por que forçar tanto as coisas?
Neste casamento que eu estava até a poucos instantes, haviam poucas pessoas (pelo fato de ser dia de semana, eu acho). Foram muitos os convidados. A decoração estava tentando parecer sofisticada e as pessoas estavam tentando parecer confortáveis. Festa sem música, salgadinhos frios. Tudo bem, só não entendo por que as pessoas tentam ser o que não são.
Pessoas simples tentando imitar os padrões de sutileza e comportamento adotados nas festas mostradas em novelas. Gastam muito dinheiro em uma festa meia boca, sendo que poderia ser gasto na lua de mel, ou algo de mais proveito para os noivos.
Claro, há gente que gosta dessas coisas, mas para mim deve ser o mais simples e verdadeiramente confortável possivel.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Fato cotidiano observado no dia 01/04/2011

(OBS: Esse fato não tem nada a ver com o dia da mentira)

Definitivamente a biblioteca é um dos lugares que eu mais gosto. A paz, os livros, as ideias o SILÊNCIO. E hoje tive a felicidade de ir na minha amada biblioteca. Peguei um livro e sentei no banquinho que tinha no hall de entrada, esperando a minha mãe, que não havia escolhido os livros que ela iria pegar.
Após alguns instantes, entra um menininho (que devia ter uns 6 ou 7 anos), com um livrinho na mão, e se dirige para a biblioteca infantil. Devolve o que ele tinha e escolhe outro, e sai com uma carinha de felicidade imensa. Lembrei de mim mesma quando tinha a idade dele, pois apresentava o mesmo comportamento. Essa idade em que sofri influencia imensa da minha mãe, indiretamente, pois a via lendo livros e mais livros, e comecei a gostar de ler tambem. E sou imensamente grata por isso.
Hoje, não me imagino mais sem um livro ao meu lado. Me sinto tão bem viajando a outros lugares, sentindo outras emoções, adquirindo novo conhecimento e realmente não entendo como uma pessoa não gosta de ler. Mas há tambem inúmeros outros comportamentos comuns nessa sociedade atual que não me entra na cabeça.
E eu realmente ficaria muito feliz se esse menininho manter esse hábito tão maravilhoso da leitura, e mais ainda, se esse hábito fosse mais estimulado em crianças da idade dele, e em todas as outras idades.