Bom, hoje vou sair um pouco do meu lado revoltado e falar sobre um assunto importante para as meninas. O aniversário de 15 anos, o baile de debutante e toda uma tradição. O titulo deste post é um trecho da música "Paulinha", do cantor Armandinho.
Mas eu estava pensando, por que todo esse auê em torno de um aniversario? Realmente não muda coisa nenhuma se a menina tem 14 anos e 11 meses ou se a menina tem 15 anos. E sobre a historia de virar mulher... mentira, pois virar mulher vai muito alem da idade que você tem. E eu acho que não se "vira" mulher, você se torna mulher ao longo de uma caminhada, pelas tuas atitudes e principalmente pela maneira que você pensa.
Eu não me acho mulher, pois sei que ainda há muito o que aprender. Acabei de fazer 16 anos, e essa idade sim muda alguma coisa. Pelo menos agora posso votar ou arranjar um emprego. Nos EUA ja se pode dirigir com essa idade, e lá o baile de debutantes é no aniversario de 16.
Não vou discutir aqui que idades mudam alguma coisa, pq só muda em termos legais. O que importa é a maturidade da pessoa. As meninas se preocupam muito com a aparencia ou com a idade, e se esquecem de crescer mentalmente. Mas acho que isso acontece entre os meninos tambem.
Não sei se consegui passar o que eu penso, mas tanto faz. A verdade é que eu ainda sou uma adolescente cheia de duvidas e sonhos para o futuro. Sempre gostei de usar vestido, mas geralmente uso camiseta e jeans sem me preucupar muito. Mas todo mundo repara quando eu me arrumo melhor, coloco um vestido e um saltinho. Talvez seja por isso que eu tenha decidido falar um pouco sobre coisas assim. Percebi que gosto de me arrumar, e que estou deixando um pouco os tenis de lado.
Não importa ter 15, 16, 18, 21... nós mudamos constantemente, e não é a idade do teu corpo que vai determinar isso.
sábado, 20 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Desabafos da Madrugada
Ontem achei uns textos e poemas que escrevi a um tempo atras. Vou postar um aqui.
Incrível a capacidade dos sentimentos de nos confundir. Podemos compará-los a crianças sapecas, sem um adulto para repreendê-los.
Os sentimentos podem surgir inesperadamente ou num momento não apropriado, como uma flor que desabrocha no outono e seca na primavera. Podemos utilizar a mesma metáfora para ilustrar quando um sentimento some quando as coisas pareciam estar boas (ou assim pensávamos). Observando a primeira parte da metáfora por um outro ângulo, podemos ilustrar aqueles sentimentos que desabrocham em meio da morte, uma flor em meio a espinhos. Sentimentos são assim, descritos por meio de metáforas, todos se parecendo e se opondo.
São tantos os sentimentos... A alegria, que suaviza as dores da vida; o ódio, que movimenta exércitos; a felicidade, tão buscada em formas complexas, mas que aparece nas coisas mais singelas. Todos tão travessos, mas o mais travesso de todos é o amor. Ele é capaz de provocar milhões de sorrisos e, ao mesmo tempo, litros de lágrimas. É capaz de criar grandes contos e fábulas, com seus finais felizes, e grandiosas tragédias, com suas mortes e lágrimas finais. É capaz de iludir, criando estórias sem enredo, que começam com a leveza e vão direto para a morte, pelo simples fato de acharmos que haveria um enredo. O amor é tão complexo e simples que é ilustrado pelos Imortais com palavras difíceis e demonstrado com singeleza por mães e amigos.
Mas quem sou eu para falar de sentimentos, de amor? Não passo de uma cabeça confusa e um coração magoado. Escrevo palavras presas em um papel, que fazem o mesmo sentido que se estivessem flutuando no espaço. Aliás, flutuar no espaço deve ser bom. Talvez lá o preço que pago por sentir não doa tanto.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Perfeição
Legião Urbana
Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E sequestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E sequestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Via Láctea
Vou postar aqui um poema que desde a primeira vez que eu o li eu gostei. É do principe do Parnasianismo, Olavo Bilac. O parnasianismo, foi um movimento literario do final do século XIX, que tinha como lema "a arte pela arte".
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
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